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Resenha: Annie - Thomas Meehan


Editora: Intrínseca 
Nota: 5,0 🌟 + 💖


"[...] sua característica mais marcante eram os brilhantes olhos azul-cinzentos, que estranhamente pareciam refletir, ao mesmo tempo, uma tristeza profunda, uma alegria incontrolável e uma incrível inteligência. O nome dela era Annie."





        SINOPSE: Aos onze anos, Annie é uma garotinha corajosa o suficiente para encarar sozinha as ruas de Nova York perseguindo seu grande sonho: encontrar os pais. Deixada por eles em um orfanato quando ainda era um bebê, com pouco mais que um bilhete informando que voltariam para buscá-la, a menina leva uma vida difícil sob o comando da malvada Srta. Hannigan, diretora do lugar. Cansada de esperar que os pais retornem, Annie foge do orfanato e enfrenta as mais inesperadas desventuras. Sua sorte parece estar prestes a mudar quando ela é escolhida para passar as férias de fim de ano na mansão de um rico empresário. Mas será que Annie finalmente conseguirá realizar seu sonho e escapar da dura vida do orfanato?




        Annie é, originalmente, um musical que estreou na Broadway em 1977, posteriormente indo para o cinema. Até que Thomas Meehan resolveu adaptar para um livro, onde ele pudesse contar partes da história que foram deixadas de lado nos palcos e telefonas, para que não ficasse muito longo. E que bom que ele fez isso!
        Com uma escrita leve e super fluída, foi fácil me prender. A história não tem nenhum tipo de enrolação, nem é rápida demais. Ele tem um tom de musical, apesar de não ter nenhuma cantoria. Mas a forma dos diálogos, o jeito dos personagens e como tudo acontece, me lembravam constantemente do filme, e, apaixonada por musicais antigos que sou, amei isso!
Annie é uma menina determinada e otimista, que não se deixa abalar pela dureza da vida que leva, muito menos dos infortúnios com que ela se depara após fugir do orfanato.

        "Bem, eu acho que, quando a gente pensa nas coisas boas que podem acontecer amanhã em vez de nas ruins que estão acontecendo hoje, a gente pode começar a fazer essas coisas boas acontecerem - disse Annie."

        Os personagens vão dos mais crueis, aos mais bondosos. A srta. Hannigan, diretora do orfanato em que Annie vive, é cruel com as meninas e as maltrata física e emocionalmente. De palmadas por qualquer motivo até trabalho diário com costura, com descanso apenas para ir à escola, almoçar e dormir. Alega que as órfãs são pecadoras por natureza e, por isso, os pais delas haviam morrido.
        Esse tratamento maldoso não parte só dela, mas também das outras crianças que estudam com elas na escola da esquina. Longe de ajudar, os professores segregavam os alunos, deixando as órfãs no fundo da sala, afastadas de todos, como se pudessem contaminar a todos com alguma doença.

        " Malditas órfãs! Ficam aí, entulhando nossas salas - reclama a Sra. Conklin. - Sem elas o trabalho seria fácil."

        A forma como elas eram tratadas me doeu. Doeu por saber que esse quadro não estava longe da realidade da época. Mas, assim como a história é repleta de personagens crueis e aproveitadores, meu coração se aliviou com a aparição de outros que só queriam ajudar - como o vendedor de maçãs e a bondosa senhora Sophie. Além, é claro, da srta. Farrell e o bilionário Sr. Warbucks, entre outros.

        "Aqui, no fundo do poço da vida, a gente não faz perguntas a ninguém sobre por que está aqui. Não falamos do nosso passado nem sobre nosso futuro. Só tentamos ajudar uns aos outros a aguentar o presente."

        Recomendo muito a leitura deste livro, principalmente para quem gosta desta pegada Oliver Twist - meu musical favorito. Tomas Meehan mesclou uma história sobre uma órfã em busca dos pais e o cenário da Grande Depressão de 1933, quando Roosevelt se tornou presidente pela primeira vez. Inclusive, Roosevelt se tornou um dos personagens da história de Annie, assim como ela da dele.
Entrou facilmente para meus favoritos.

Unha da semana: Serena + películas de renda


        Bom dia, amores!
        Faz um tempinho que não apareço por aqui. Mas esse final de semestre foi corrido e as provas acabaram tomando muito do meu tempo, mas já estou de volta!
        Hoje trouxe uma combinação  que eu acho um charme: esmalte vermelho com películas de renda!



         Uma das marcas de esmalte que mais gosto é a Ki Cor. Ela é suuuper baratinha e tem uma cobertura maravilhosa! Além das cores, que são lindas! O meu escolhido foi o Serena, este vermelhão bem forte!




         Depois de passar duas camadas, esperei alguns minutinhos para não correr o risco de borrar, e apliquei as películas de renda. Por cima, passei o Top Coat da Impala, como sempre, e pronto!

        Quero trazer algumas inspirações de unhas natalinas e de Ano Novo para vocês, então fiquem sempre de olho por aqui ou no meu instagram, que sempre aviso por lá quando tem post novo!

Resenha: Fangirl - Rainbow Rowell


Editora: Novo Século

Nota: 4,5 🌟's + 💖



        SINOPSE: Cath é fã da série de livros Simon Snow. E ser fã é sua vida. Cath vive lendo e relendo a série, está sempre antenada aos fóruns e escreve uma fanfic de sucesso. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?





        Esse foi o primeiro livro da Rainbow que li, e fiquei apaixonada! Sua escrita leve e divertida me fizeram praticamente devorar o livro.
        Cath foi uma personagem que eu me identifiquei muito rapidamente - desde a sinopse - e a cada página eu ia me apegando mais a ela. Em cada passagem do livro eu sentia como se estivesse ao seu lado, com as mesmas ansiedades e amor pela escrita, assim como por uma série (que o tempo todo lembra Harry Potter). Assim como Cath, eu também escrevo fanfics. Então pode ser que a minha identificação com esse livro tenha sido ainda mais forte do que aconteceu com outras pessoas.
        Cath encontrou no fandom e na escrita uma forma de se refugiar. A mãe foi embora quando ela e a irmã eram pequenas, o pai é instável, deixando-a preocupada o tempo todo - indo parar no hospital a cada vez que se dedica demais à suas ideias e ao trabalho -, e a perspectiva de um mundo novo que é a faculdade a assusta.

        "Por que escrevemos ficção? - perguntou a professora.
        Cath fitou novamente o notebook.
        Pra desaparecer."

        Muito tímida e insegura, Cath passa quase todo o tempo no início da história se escondendo no quarto, tentando fingir que sua colega de quarto, Reagan, e o garoto que está sempre com ela não existem.
        Quando ela se vê tendo que lidar com a vida real, com a descoberta de sentimentos que passam a aflorar, com as aulas e trabalhos que tomam muito o seu tempo, além de problemas familiares,  ela pensa que tudo isso é demais para ela.
        Além de ter que se dedicar a sua fanfic - acompanhada por milhares de leitores - precisa levar a sério suas matérias e sair de sua zona de conforto. Essa tarefa não é nada fácil, já que tudo em que ela consegue pensar quando senta na frente do notebook é Simon Snow.

        "Que sensação boa era escrever num quarto só dela, numa cama só dela! Perder-se no Mundo dos Magos e não voltar. Não ouvir voz alguma em sua mente a não ser as de Simon e Baz. Nem mesmo a dela. Era por isso que Cath escrevia as histórias. Para ter esses momentos em que o mundo deles suplantava o mundo real. Quando ela podia simplesmente cavalgar nos sentimentos deles como uma onda, como algo flutuando morro abaixo."

        A leitura fluiu para mim, e eu só percebi que tinha chegado ao final quando me deparei com ele. O que me deixou com a sensação de algo estar inacabado. Isso me incomodou um pouquinho porque eu tinha de fato me apegado muito aos personagens e à história. Conseguimos entender o desfecho, mas poderia ter tido mais algumas páginas com mais detalhes do que aconteceu no final. Me pareceu que o fechamento ficou corrido e eu fiquei curiosa para vê-lo super descrito.

        Ainda assim, definitivamente foi para meus favoritos.


Unha da semana: Combinação floral!


        Bom dia, amores! Hoje trouxe uma combinação que fiz já há algum tempo, mas ainda não havia mostrado a vocês!
        Que estampa floral é um charme, nós já sabemos. Que tal deixar as unhas charmosas também? E claro, com bastante cor(adoro!). Por isso escolhi as películas para usar essa semana e fiquei apaixonada pelo resultado! O esmalte para combinar foi o Diva, da Nati Cosmética. Vejam como ficou:




        Eu simplesmente apaixonei nessa combinação! De tempos em tempos eu fico mudando de vibe nas unhas, ora bem neutras, ora coloridonas! Passei 2 camadas do Diva e finalizei com Top Coat. Assim que aplico a película, eu passo uma camada de base, e vou passando o palito ao redor da unha para ir retirando o excesso que fica. Depois limpo com algodão e removedor, passo uma camada de Top Coat e está pronto!

Espero que tenham gostado dessa combinação de hoje tanto quanto eu!
Mil beijos e até a próxima!
<3

Resenha: Desapaixonante - Marvin Cross


Nota: 5,0 🌟 + 💖

        "Eles são tipo o cupido. Só que ao contrário."



        SINOPSE: Desapaixonante é uma websérie literária dividida em temporadas, assim como as séries americanas. Nela, Sávio e Milena, um casal de amigos, comandam uma agência especializada em ajudar as pessoas a se desapaixonarem. 




        Como o Sávio mesmo diz: “A psicóloga e o nerd, uma combinação muito clichê”, mas que eu achei interessantíssima!

        Milena é uma psicóloga em um relacionamento sério há dois anos, mas que já se sente desapaixonada pelo namorado. Ela é bem ousada e isso se reflete nas mechas azuis de seu cabelo. Divertida e muito direta - muito mesmo -, apesar de não ser completamente profissional como psicóloga, já que tem atitudes duvidosas (como fazer julgamentos sobre seus clientes), ela me arrancou várias risadas com seu jeito e sua falta de papas na língua! Para uma história de humor, a sinceridade e espontaneidade de Milena encaixaram perfeitamente no enredo.


        “'- Eu me sinto péssima de estar perto da Giovana, parece que tô traindo a minha amiga’ disse Jéssica no dia em que foi conhecer o escritório da ANNA.
'Não, Jéssica, não parece. Você está traindo ela sim, esse tipo de coisa não se faz’, respondi.”


        “ - Nossas técnicas envolvem investigação, espionagem e o levantamento de informações que podem te ajudar a esquecer o cara. O fato de ele ser namorado da sua amiga já devia ser suficiente, né? Mas enfim [...]”


 

        Apesar de não se achar nada romântico ou tradicional, Sávio tem sua visão de moralidade posta à prova em um dos casos em que ele passa a trabalhar, e eu adorei como tudo se desenvolveu. O que me faz acreditar que, por baixo de toda a sua indiferença para um relacionamento sério, existe uma pessoa em busca da felicidade a dois. Será?

        As narrativas são alternadas. Cada caso é contato do ponto de vista de um dos dois protagonistas, e os casos são separados por episódios, algo que achei bem diferente e gostei muito! Eles não são longos, com exceção de 2 que tiveram mais de 1 parte, e são bem objetivos, entregando o que propõem ao leitor: diversão.   
  
        Adorei a escrita do autor, e a narrativa em primeira pessoa casa perfeitamente com uma história de humor. Foi um misto de emoções durante a leitura: me surpreendi em vários momentos e ri o tempo todo, tanto pelos protagonistas quanto deles (como não rir do Sávio na história do Julinho Cowboy? Nem a Milena conseguiu se segurar!)

        Fiquei apaixonada pelos dois! Eles são engraçados e companheiros (apesar de o Sávio não ter o número da Milena nos contatos porque vive esquecendo de salvar 😂), e o dinamismo entre eles é que faz com seu negócio seja um sucesso.



        “Parecemos dois velhos por adorarmos passar um tempo juntos bebendo chá gelado, mas é que apesar de estarmos na casa dos vinte e tantos, somos meio cafonas mesmo.” 



        Terminei a primeira temporada ansiosa pela segunda e já me sentindo amiga íntima dos protagonistas. Foi uma leitura leve e incrivelmente divertida, que recomendo a todos que gostam de umas boas risadas e personagens "reais".

        Foi incrível ter uma experiência tão boa logo na primeira parceria do meu ig literário @bibliotecadananda. Não tenho nem palavras para descrever a sensação! Independente de parceria, sempre darei meu parecer verdadeiro para vocês com o que de fato achei da história, e foi maravilhoso que eu tenha amado tanto e me conectado tanto com os personagens como aconteceu aqui! Espero que vocês apreciem tanto quanto eu!