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Resenha: Mosquitolândia - David Arnold


Editora: Intrínseca
Nota: 4🌟's

“Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem.”


        SINOPSE: Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Mississippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demônios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade.



        Quando peguei Mosquitolândia para ler, eu tinha acabado de entrar em uma ressaca literária, e acredito que este livro não tenha sido a melhor opção para tentar sair dela - tanto que o deixei parado na estante por um longo tempo, ainda na metade. Mas quando retornei a leitura, fui até o fim (ainda estando em ressaca), porque queria muito saber o rumo que a jornada de Mim tomaria - e que jornada!

        Com grandes períodos de desespero e angústia, o livro foi uma grande aventura, sim. Passando por locais estranhos, personagens cativantes (e outros nem tanto) e um quê de mistério e algo mais no ar - com relação às NOTÍCIAS BOMBÁSTICAS - essa foi uma história que, mesmo lenta a princípio, me levou a querer saber o que iria acontecer no final.

        O livro se passa quase todo na estrada, com Mim tendo que enfrentar diversas situações que estão suscetíveis a qualquer um. De conhecer pessoas bondosas à tragédias e, por que não? - amor. Mesmo que, em um primeiro olhar, pareça absurdo que tanta coisa possa acontecer de uma vez, tendo uma visão realística do nosso hoje, com tantas personalidades que conhecemos, sabemos que nada mais é impossível. E a trajetória de Mim nos mostra exatamente isso. Todas as facetas do ser humano, inclusive a dela própria.
  
        "Todo personagem, seja na página ou na tela, é multidimensional. Os mocinhos não são de todo bons, os vilões não são de todo maus, e não deveria existir qualquer personagem que seja apenas uma coisa ou outra. Lembre-se disso quando eu contar a bizarrice que aconteceu em seguida, porque, apesar de eu não ser uma vilã, não sou imune à vilania."

        Ao longo da história, vamos conhecendo uma variedade de personagens, uns que nos conectamos profundamente, outros que queremos correr para longe o mais rápido possível.

        A narrativa é em primeira pessoa, algo que eu gosto muito, e tem um tom cômico, trazendo um pouco de leveza mesmo com a abordagem de assuntos sérios e pesados.
Toda a jornada é um aprendizado, tanto para Mim quanto para os leitores. É um livro sensível e que vale a pena ser lido pelo menos uma vez na vida.


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